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Eis a segunda parte do Material com as origens e curiosidades sobre os nomes de algumas praças e ruas de São luís

Parque do Bom Menino

Fica na Av. Alexandre de Moura, próximo da rua do Outeiro. Possui área cercada e protegida com amplas instalações de lazer e esportes. Foi construído em homenagem ao menino pobre que não podia freqüentar as quadras esportivas dos clubes da cidade.

Praça Benedito Leite

Seu primeiro nome foi Largo João Velho do Val (ou do Vale). Seu nome atual foi dado após a construção de uma estatua de bronze em homenagem a Benedito Pereira Leite, estadista que levou o nome do Maranhão no Senado da Republica.

Ao lado da Catedral Metropolitana, Igreja da Sé, e do Palácio do Comércio, este logradouro é passagem obrigatória de quem vem do centro comercial para a Av. Dom Pedro II, onde fica o Palácio dos Leões.

Praça da Pacotilha

Em seu lugar havia uma casa, que foi derrubada dando lugar a Praça da Pacotilha, que tem esse nome pelo famoso jornal “A Pacotilha”, que funcionava em um casarão naquela casa.

Praça do Comércio

Praça de muitas histórias. Segundo os pesquisadores, no ano de 1868, comerciantes da Praia Grande fizeram da praça um palco de grande confusão. Muitas pessoas foram presas sob suspeita de uso de cédulas falsas no comércio.

Conhecida como Largo do Comercio, esta praça é portal de entrada do centro histórico de São Luis para quem chega por mar ou por terra. Também recebeu vários nomes como Fran Paxeco e Praia Grande.

Como centro do comércio local, a Praia Grande em São Luis, durante os século XVIII e XIX, quando a cultura do algodão era o motor do desenvolvimento da cidade, colocando a cidade em contato permanente com a Europa.

Aqui também se mantinha o comércio de escravos oriundos da África, para atuarem na lavoura do algodão e em serviços domésticos.

Porém a partir da década de 30 houve redução da atividade econômica e outras opções de mercado surgiam com tecnologias mais avanças e crescia a infraestrutura de estradas e industrial em outras regiões do país.

Mesmo com a decadência, permanecera, seus casarões intactos e com toda sua baliza arquitetônica, em estilo colonial português, fachadas revestidas de azulejos, pedra de cantaria.

Rua das Crioulas

A Rua das Crioulas é importante rua do centro histórico de São Luis. Paralela a rua São Pantaleão nesta rua está a Fábrica Santa Amélia e belos casarões coloniais onde funcionam escolas e escritórios.

Rua das Flores

Inicia na Rua do alecrim e termina na Rua de santana. Foi chamada de Rua Aluizio Azevedo. Apesar do nome nada do passado liga as flores a essa rua. Hoje existe uma floricultura, talvez para que se justifique o belo nome.

Rua adjacente do comércio do centro e nas suas esquinas estão a Igreja São João, a Loja mais antiga da Maçonaria, entre outros.

Rua do Alecrim

Inicia na Rua Rio Branco e vai até a rua do Ribeirão. Rua estritamente residencial, guarda belos prédios de meia morada e morada inteira do século XIX e início do século XX.

Rua do Giz

Deve-se o nome provavelmente a ladeira de argilas brancas onde hoje é a escadaria. Começa no Largo do Palácio, continuava até a ladeira Vira-Mundo (rua Humberto de campos), para depois subir pela rua nova cascata (Jacinto Maia).

O trecho entre o Largo do Palácio e a escadaria foi aterrado para formar o passeio que fica em frente ao Palácio do Comércio (Associação Comercial).

Muitos artistas pintaram essa rua pela majestosa paisagem das fachadas dos prédios coloniais na ladeira.

Rua do Sol

Ela liga a Praça Deodoro ao Largo do Carmo, palco de passeatas cívicas e dos desfiles militares e escolares que eram saudados pelas famílias ali residentes, seguindo pela Rua do Sol em direção a Av. Magalhães de Almeida.

A Rua do Sol recebeu o nome de Nina Rodrigues e por ela passaram grandes levantes políticos de protesto. As concentrações populares ocorriam na Praça Deodoro e através da Rua do Sol seguiam até o Palácio dos Leões, continuando pela Rua de Nazaré e Praça Benedito Leite.

Rua dos Afogados

Inicia na Rua do Egito e vai até a Rua do Veado. Já foi chamada de “afogabgios”, pois contam que o divertimentos dos moleques traquinos era os macacos que viviam em torno do Riacho do Ribeirão.
Em seu relato, o francês d´Abbeville descreve: “uma fonte, particularmente bonita, cercada de palmeiras e guacos, murtas e outras árvores maravilhosamente grandes, sobre as quais se vêem muitas vezes, momos, macacos e micos que vão beber água”.

Rua Formosa

Seu nome deu-se em homenagem à beleza do local. Também ficou conhecida como Estrada Real, por ser uma rua longa. Recebeu também o nome de rua Afonso Pena. Inicia-se nas proximidades do Largo do Carmo e segue até a Rua do Portinho. Segundo os pesquisadores, foi a primeira a receber calçamento de cantaria “cabeça-de-negro”.

Nessa rua, segundo a pesquisadora Magnólia Sousa Bandeira de Melo, havia um local chamado de Canto Pequeno, localizado na esquina com a Rua de Santana, onde os negros de carga sempre se reuniam para, entre outras coisas, falarem mal dos outros.

Rua Grande

Rua Grande

Esta rua é uma das mais antigas da cidade. Sua marcação em mapas desde 1698. Foi a principal rua de passeio de São Luis e por ela passeavam as moças de família nas tardes, exibindo a mais cara moda de Paris e Lisboa.

A rua guarda surpresas históricas e arquitetônicas admiráveis: O cinema Éden logo no seu início que hoje funciona a loja Marisa; na frente nasceu Manoel Odorico Mendes; na esquina com a rua do Passeio fica o Palacete Gentil Braga, casarão com vinte e duas janelas em ogiva, em azulejo português; no colégio Marista o Portão da Quinta das Laranjeiras, entre outras preciosidades.
Hoje a Rua Grande é o centro do Comércio do centro de São Luis, com lojas de departamento, bancos, restaurantes populares, etc.

Rua Portugal

Área que se estende da Praça Pinto Martins até a Rua da Estrela. Era chamada, inicialmente, de Rua do Trapiche e, depois, Rua Portugal, por volta de 1906, segundo a pesquisadora Magnólia Sousa Bandeira de Melo, por causa das homenagens a visita da corveta À Pátria, da Real Marinha Portuguesa.

A beleza dos sobrados existentes nessa rua revela uma época de desenvolvimento e riqueza da economia maranhense. A concentração de compra e venda de mercadorias na antiga área portuária da ilha deu origem ao complexo comercial da Praia Grande.

Fonte: Nordeste Brazil

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Que tal um passeio pelas ruas, becos e ladeiras do Centro Antigo de São Luis num fim de tarde! A opção é uma maneira gostosa de conhecer pequenas historias que se tornaram curiosidades e fatos engraçados ao longo do tempo; de imediato, descobre-se uma variedade ruas que foram batizadas à vários séculos atrás com nomes curiosos.

Beco da Alfandega

A concentração dos primeiros armazéns alfandegários da ilha, originou o nome do logradouro pelo qual, até hoje, ainda é chamado.

O beco passou a ser chamado de Travessa Marcelino Almeida por determinação de uma Lei Municipal de 1924, em homenagem a um comerciante que se destacou pelo pioneirismo na exportação de amêndoas de babaçu.

Beco da Bosta

Também conhecido como Beco do Zé Coxo, da Baronesa, dos excrementos ou ainda, 28 de setembro. Entretanto, o nome original do Beco da Bosta é ainda o mais usado entre os ludovicenses.

Explicam os historiadores que o Beco ficou assim conhecido, porque era passagem dos negros quando iam jogar na maré as vasilhas com os excrementos das casas onde trabalhavam. A designação 28 de setembro foi uma homenagem à data em que foi sancionada a Lei do Ventre Livre. Uma Lei Municipal mudou, então, o nome para o Beco dos Excrementos e, mais tarde, com a construção de um sobradão a mando da Baronesa de São Bento, o local também ficou conhecido como o Beco da Baronesa.

Beco da Caela

Passou a ser Rua Maranhão Sobrinho em 1924 por determinação de Lei municipal para homenagear o poeta maranhense. Mas, o nome Beco do Caela tem uma historia engraçada. Pesquisadores narram que nessa rua vivia um português que gostava muito de uma criança, filha da vizinha. E este sempre dizia “Dê cá ela” e virou entre os populares “Caela”.

Beco da Pacotilha

Denominada originalmente como Beco da Pacotilha, Quebra Costa e/ou Quebra Bunda. Rua estreita e irregular, próximo ao Largo do Carmo, foi chamada também de Rua João Vital de Matos.
O nome Pacotilha vem da existência de um jornal de repercussão na época: A Pacotilha, que funcionou num prédio de azulejos verdes de propriedade do Barão de Coroatá.

Beco da Prensa

Esta rua é a continuação da 14 de julho, que também recebeu o nome de Rua da Relação. Ficou assim conhecido, porque lá existiu uma prensa de algodão.

Ladeira da Calçada – Beco Catarina Mina

Também conhecida como Beco Catarina Mina. Essa foi a forma de homenagear Catarina Rosa Ferreira de Jesus, comerciante negra que viveu no local.

Ladeira da Montanha Russa

Próximo ao prédio da Prefeitura, na Praça Dom Pedro II, dá acesso à Beira Mar.

Assim conhecida em virtude do declive acentuado que possui. Recebeu outras denominações como Beco da Cadeia, por fazer lembrar uma antiga cadeia pública. Situada atrás da antiga capela São Luis Rei de França, facilitava aos presos assistirem às missas. Outros nomes se seguiram como Travessa da Intendência, Travessa da Prefeitura, Rua Zenóbio da Costa e Rua Newton Prado.

Ladeira do Comercio

Inicia-se no Largo do Carmo (Praça João Lisboa). Esta ladeira também já foi rua e travessa: rua dos Barbeiros pela quantidade de profissionais que ali se encontravam; travessa Vira-Mundo e Ladeira do Comercio por ser trecho de acesso à Praia Grande. Era o Centro Comercial da época, pelo seu apogeu da economia local; hoje encanta os seus visitantes pela arquitetura dos antigos casarões. Também usou o nome de Rua Humberto de Campos, em homenagem ao escritor maranhense.

Largo da Forca Velha

No centro da Praça ostentava uma forca, onde eram executados os condenados. Foi por ordem do Ouvidor Geral do Crime, desembargador José Francisco Leal, em 1815. Já em 1849, passou a ser chamada de Praça da Alegria com certeza para tentar apagar o estigma do passado.

Hoje a praça é um centro de vendas de flores e um belo recanto para passar as tardes sentado em seus bancos para ler um livro ou mesmo passear sob sua frondosa arborização.

Localiza-se bem no centro da cidade com acesso fácil ao comércio da rua Grande e adjacências.

Largo do Carmo

Nesta praça aconteceu um dos mais importantes fatos históricos maranhenses, a batalha entre holandeses e portugueses, em 1643.

Este também foi o logradouro com grande movimentação social e eclético da cidade por muitos anos. Por ele passaram todos os movimentos políticos e sociais da cidade. Ladeada pela Igreja do Carmo, com suas escadas e fonte, e o Grêmio Lítero Recreativo Português, tendo ao seu centro o coreto de bares que viram a madrugada.

Seu nome foi dado em função do Convento e Igreja do Carmo, mas foi também chamada de Praça João Lisboa como homenagem ao mestre do jornalismo, João Francisco Lisboa, considerado um dos mais corretos escritores de nossa língua, e possui numa de suas alas a estátua francesa do escritor.

Largo dos Amores

Largo dos Amores

Esta praça é uma das mais belas de São Luis. Localizada num promontório em frente ao rio Anil que permite uma vista da Ponte do São Francisco e do bairro do mesmo nome. Nela está a Igreja Nossa Senhora dos Remédios com sua exuberante arquitetura e a estátua do poeta maior maranhense Gonçalves Dias.

A praça já foi chamada de Largo dos Remédios e Praça Gonçalves Dias, mas os namorados a batizaram definitivamente de Largo dos Amores. Estes, sob a inspiração do poeta, encontram nos seus jardins lugar apropriado para suas paixões.

Fonte: nordestebrazil

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